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lucaorodrigues

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Tudo que lucaorodrigues postou

  1. Resolvi criar esse relato de uma cidade pouco falada e que muitas pessoas, assim como eu e meus amigos, podem querer explorar "apenas para ganharem um carimbo chileno no passaporte" caso já estejam na região de Arequipa, no Peru. Arica, no Norte do Chile, é uma cidade onde a economia gira em torno das atividades do porto que tem na cidade, e do turismo, principalmente dos surfistas do mundo inteiro que dizem que lá possui as melhores ondas da América do Sul para prática deste esporte. Para se chegar em Arica vindo de Arequipa é precisa comprar uma passagem de ônibus para Tacna (cidade peruana na fronteira com o Chile) e de lá pegar um transporte que cruza a fronteira na própria rodoviária peruana. Durante a compra das passagens em Arequipa não aceitem a informação de que uma van ou motorista estará em Tacna te esperando para cruzar a fronteira com um acréscimo de aproximadamente R$15,00, porque isto é mito, você não encontra o motorista e ainda paga mais R$15,00 para cruzar a fronteira no transporte registrado da rodoviária, infelizmente caímos neste papo da agência, porque tínhamos comprado um pacote do Canyon del Colca nesta mesma agência e tinha sido tudo maravilhoso, mas nem tudo era confiável como imaginávamos. Chegando na cidade tente não ficar na região da rodoviária para economizar, pois é uma região muito feia e suspeita, além de ser longe das praias boas e do Centro. Perto da rodoviária parece um Velho Oeste totalmente abandonado, a única parte que salva é a existência de pequeno Mercado Municipal. Para hospedagem recomendo o Arica Surf Hostel, um simpático lugar que além de hostel é um Café e recebe turistas, principalmente surfistas, do mundo inteiro, especialmente dinamarqueses porque este país possui um Consulado na cidade. Durante o dia faz calor, mesmo no inverno, mas bate um vento muito frio que desanima a entrada no mar, que é incrivelmente gelado, Cabo Frio/RJ vira água termal perto das águas do Pacífico chileno. Mas como já estávamos na cidade com o objetivo de descansar passavámos o dia caminhando pelo litoral numa cidade totalmente organizada, principalmente considerando que já sofreu vários terromotos. Os nativos da cidade recomendam ir para Iquique caso queira conhecer uma praia mais tradicional da região Norte, mas devido ao orçamento de fim de viagem prefirimos nos instalar em Arica mesmo para descansar durante os últimos dias de viagem. No Chile não pode beber na rua, tipo comprar um long neck no supermercado e sair bebendo na calçada, mas há uma região da cidade onde os bares tem permissão para vender etílicos, ou então você pode beber no hostel comprando as bebidas no supermercado num preço mais em conta. À noite também há a opção de ir ao casino e beber também, e para quem não conhecia um casino como eu é bem divertido. Vale destacar que por ser uma região que gera certo dinheiro por causa do porto localizado em Arica os restaurantes e bares não possuem um preço tão mais barato que os padrões brasileiros, inclusive encontra-se um Mc Donalds na região central/boêmia da cidade mesmo tendo só um pouco mais de 100mil habitantes. Outra opção na cidade caso esteja enjoado de comer sanduíches e peixes, são os vários restaurantes chineses com preços mais atrativos e pratos mais bem servidos, o pessoal aprecia muito essa comida oriental na cidade. Dentro da cidade o ponto mais turístico é o El Morro, onde fica um museu ilustrando os fatos históricos das guerrilhas que aconteceram na região desde a Guerra do Pacífico quando a cidade ainda pertencia ao Peru, fazendo fronteira com a Bolívia que à época possuía parte do litoral que hoje pertence a Região Norte do Chile. O Parque Lauca que fica numa região montanhosa com um lago, já na fronteira com a Bolívia, pode ser visitado caso você faça este trajeto uma vez que você fica algumas horas parado na alfândega que abre somente no início da manhã. O ônibus que sai de Arica para a Bolívia chega na fronteira às 04:00 e gera um estresse danado porque a região é muito fria, e você fica horas parado sem perspectivas do horário que a polícia boliviana vai se movimentar para abrir a fronteira. No meu caso não tirei fotos no local, mas deu para apreciar um pouco a beleza da região que tinha alguns patos no lago congelado e ao fundo uma bela montanha com o pico nevado. Mas não recomendo que Arica seja um ponto no mapa de roteiros e realmente vale a pena conhecer caso você já esteja na região e mesmo com o orçamento curto queira estender um pouco a viagem conhecendo um pouco da cultura de mais um país, no caso o Chile. E quem conhece o Chile sabe que esse povo consegue se desenvolver com facilidade, mesmo possuindo um território com os mais variados tipos de dificuldades naturais, tais como desertos, terremotos e maremotos. Espero ter ajudado caso alguém tenha dúvidas do que é conhecer Arica.
  2. Karina, Muito bacana seu post, estou pensando em ir com minha namorada para o México para um Mochilão em janeiro/2016 e seus relatos até agora foram os mais diretos e precisos dentro daquilo que tô procurando. Sei que cada um tem seu perfil de viagem mas para galera que procura gastar um pouco menos coloco algumas dicas abaixo que ajudam bastante, inclusive não agi dentro de algumas dessas dicas durante minha viagem para Bolívia, Peru e Chile: 1) Tente entrar no páis por um cidade (Ex. Cidade do México) e ir voltar por outra (Ex. Cancun) porque assim quando você sair do Centro e chegar no Sul você não tem gastos nem aquela obrigação de voltar para a cidade que você deu entrada no país, isso ajuda demais na redução de custos. Na Bolivia eu cheguei e voltei por Santa Cruz de la Sierra, então no fim da viagem fui obrigado a deslocar-me do Norte do Chile até Santa Cruz só porque minha passagem de volta já havia sido comprada no mesmo destino que eu entrei. 2) Se possível viaje exatamente com 4 pessoas, essa é a quantidade de pessoas que normalmente lota um táxi e um quarto, e sendo assim sempre é possível pechinchar em hotéis e dividir as despesas dos táxis por 4, obviamente, viajando sozinho você paga tudo individualmente e onera bastante se a viagem for longa principalmente. Não curto muito reservar hotéis através dos sites confiáveis, porque chegando no local você acaba encontrando um lugar com vaga e no Face to Face você consegue negociar e até conseguir melhores preços, mas isso vai de cada um como eu disse. 3) Assim como você, acho que agências de turismo compensam só em último caso. Há muitos lugares que os guias são caros e não acrescentam nada que depois você encontre com informações ainda mais ricas na internet, e melhor de tudo, gratuitas. Agora minhas dúvidas: 1) Você não chegou a ir em Guanajuato ou Guadalajara por algum motivo específico ou realmente não estava nos seus planos? 2) Você acha que é possível ficar um pouco mais de tempo na Cidade do México ou o tempo que você ficou realmente já é o suficiente? Mais uma vez obrigado pelas informações e pela ajuda! Abraços!
  3. Obrigado pelas dicas de todos! Realmente estiver conversando também pessoalmente com uns amigos que já foram para lá e uma amiga que morou no Peru/Bolívia/Equador por 06 meses e realmente Tacna/Arica é cidade de passagem, dá para aproveitar durante um dia. Com isso ganha-se mais um dia em Arequipa e mais um dia em La Paz que são cidades com muitas atrações bacanas, como as que vocês citaram. Também ouvi dizer que Santa Cruz de la Sierra é uma cidade muito bacana e atrativa mas que os dias que coloquei também estão excessivos em vista do pouco tempo em outras cidades melhores como Arequipa, Cuzco e La Paz. Se alguém tiver mais alguma dica é sempre muito bem vinda!
  4. Montei o roteiro, planilha anexa, com base em relatos na internet e com amigos que já foram em alguns dos trechos: Santa Cruz La Paz Copacabana Cuzco/Águas Calientes Arequipa Tacna/Arica La Paz Santa Cruz O trecho via Corumbá/MS ficou inviável por causa do preço da passagem em relação ao vôo direto de Guarulhos para Santa Cruz de la Sierra. Os custos que eu estimei não inclui o preço das passagens aéreas, apenas os gastos terrestres. Se alguém puder enviar dicas sobre os trechos eu agradeço. Obrigado. Mochilão.pdf
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