Galera,
estou saindo de Pucón hoje e decidi vir aqui relatar a excelente experiência que eu tive anteontem subindo o vulcão. Achei relevante contar aqui pois quando comecei a pesquisar sobre a subida fiquei realmente assustada com os relatos de pessoas que passaram por situações absurdas pela falta de profissionalismo dos guias e agências que me fizeram questionar a ideia de subir o vulcão.
Durante as minhas pesquisas vi que muita gente falava bem da empresa Politur, por isso decidi ir até o escritório deles e sentir como a banda tocava por lá. Desde o início fui super bem atendida e quem nos vendeu (para mim e meu namorado) o pacote foi o guia Geraldo, um rapaz de 26 anos que estava cumprindo sua primeira temporada como guia no vulcão. Ele foi super solicito, tirou todas as minhas duvidas, conversou com a gente honestamente sobre as dificuldades de subir o vulcão, sugeriu que pegássemos o teleférico para subir a primeira parte e garantiu que ele subiria com a gente no dia seguinte. Nos sentimos tão bem atendidos que fechamos na mesma hora. Ele e o outro assistente que subiria com a gente Juan, nos ajudaram a escolher o equipamento do nosso tamanho com toda a paciência do mundo, mesmo quando eu fiz os caras buscarem uns 5 pares de botas diferentes até achar um que ficasse realmente bom no meu pé.
No dia seguinte (ontem), chegamos as 6:30 na agência aonde o guia principal Ricardo (um cara de 33 anos que já é guia há e os dois ajudante nos ajudaram a colocar o equipamento todo e chegando ao vulcão tudo transcorreu perfeitamente bem. Todo o nosso grupo (de seis pessoas) subiu a primeira parte no teleférico o que nos economizou uma hora de caminhada em um terreno sem nenhum atrativo no verão. Realmente recomendo o teleférico, principalmente pra galera que está meio tensa com a subida, você não ganha nada subindo essa primeira parte a pé!
Da nossa equipe a unica pessoa que desistiu foi a outra garota que estava conosco e se sentiu mal logo na primeira hora de caminhada, fora isso chegamos todos à cratera sem a menor complicação. Os guias foram super solicitos, sempre perguntando se o rítimo estava bom para nós, nos incentivando e fazendo piadas sobre nosso cansaço. Como eu era a única mulher que seguia eles me colocaram logo no início da fila, ao lado o guia Ricardo e ficaram em todos os momentos atentos para saber se eu estava bem, me ajudar a subir uma pedra mais alta e tudo. Até mesmo quando chegamos na cratera e eu fiquei tensa de dar a volta eles tiveram a paciência de ir ao meu lado sem pressa nenhuma.
A decida foi obviamente super divertida e quando voltamos para a agência ainda fomos recebidos com cerveja e coca-cola. Sinceramente não tenho nada de mal a dizer da agência e principalmente dos guias que subiram com a gente. Não foi barato, o passeio custava 48.000 pesos (conseguimos 10% de desconto com um guiazinho gratuito chamado Get South, que se encontra em qualquer albergue no sul da Argentina e do Chile) mas valeu cada centavo.
Não vou mentir e dizer que a subida foi fácil, tanto eu quanto meu namorado chegamos totalmente exaustos ao final e nos temos vinte e poucos anos, mas se você não é um completo sedentário é totalmente possível de fazer, por isso levante a bunda do sofá, largue o computador e vá fazer um exerciciozinho que você não vai se arrepender dessa experiência.
Valeu gente, espero que o meu relato tenha dado um ânimo pra quem leu tanta coisa ruim sobre o Villarica. Boa sorte pra vocês e boa viagem.